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domingo, 7 de outubro de 2012

POESIA: SENTIMENTOS ADORMECIDOS !!

 
 

                                                               Autor: Edson Amorim

Sentimentos do passado adormecidos
Que vagueiam como sombras brejeiras
Mexem com o astuto instinto incontido
Trazendo-me  lembranças sorrateiras !

Redemoinhos de fantasias giram na mente
Atiçando e reacendendo recordações
E a vontade em revê-la supera o proibido
Cravando no ego desajuizadas tentações !

Lindos momentos marcantes são relembrados
Entre palavras ditas extasiadas de carinhos
Deslumbrado, quase sinto seu perfume adorado
E pareço ouvir seu sussurro bem baixinho !

E neste enleio envolvido pelo saudoso prazer
Sinto na alma seus afagos e encantos
Contido, remexo os sentimentos no íntimo do ser
Tentando recolocá-los no seu devido canto !!

sábado, 6 de outubro de 2012

POESIA: CORAÇÃO ANCORADO !!

Autor: Edson Amorim

Meu coração está triste ancorado
No cais da indesejada solidão
Ele almeja, ter a bordo, amores
Vindos de ignorados recantos da paixão !

Seja uma bela sereia do mar
Ou sensual mulher provocante
Que com carinho irá recolher sua âncora
E navegar por oceanos distantes !

Ali solitário, saudoso e desiludido
Relembra viagens amorosas marcantes
Em mares do amor correspondido
Revive-las seria prazeroso o bastante !

E o radioso sol aparece e se esconde
E a noite chega com lindo céu vibrante  
E batem as águas do mar da saudade
No casco do meu coração delirante
Como massageando e preparando o ego
Para o esperado amor triunfante !!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

POESIA: AMOR TEATRAL !!

Autor: Edson Amorim

A um fantasioso amor teatral
De corpo e alma me entreguei
Ingênuo, apaixonado e acreditando
Pelos seus encantos, me encantei !

Nossos momentos eram prazerosos
Entre carinhos, abraços e beijos ardentes
As horas passavam voando
No calor do aconchego envolvente !

Juras, promessas e fantasias
Davam esperanças de um amor eterno
Que acalorado pela quente sedução
Aquecia até o congelante inverno !

Mas da falsidade caiu a mascara
E vi à frente uma atriz convincente
E eu nessa amorosa peça teatral
Senti-me um mero ator coadjuvante !

Meus olhos ao ver a traiçoeira cena
Em meu peito um cruel punhal se cravou
Assim o ultimo ato desse amor foi encenado
E a cortina do meu coração se fechou !!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

POESIA: TROPEÇOS E RECOMEÇOS NO AMOR !!


Autor: Edson Amorim

Desequilíbrios me levaram a tropeços
Rotulando-me de inútil, vazio e melindrado 
Atingia o amor que mudava de endereço
Sentia-me um simples e frágil vaso quebrado !

Amores chegavam de mansinho me seduzindo
Mas derrepente se espantavam e voavam
E mil e um planos fracasados eram rasgados
E desenganos, do ex-convívio, historiavam !

Desafetos que deixavam cicatrizes na alma
Vinham culpar o destino como malfeitor
Mas derrepente o limite de tropeços se acabou
E do arcabouço se libertou e renasceu o amor !

E no feliz recomeço juntei os raros afetos
Amadureci triplicando a graça e simpatia
E no coração plantei o amor pra florescer
E hoje o sorrir e o bem querer é a minha terapia !

Construído o meu castelo de sonhos
Pro passado joguei as pedras da desilusão
E num altar enfeitado por esmeraldas
Coloquei ali, minha querida e meu coração !!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

POESIA: ÍNTIMO DESCRENTE E IMPRUDENTE !!

 
                                                          Autor: Edson Amorim

Íntimo descrente que anota e focaliza
Desilusões estendidas nos varais da vida
Umas por deszelos e mágoas manchadas
Outras fantasiadas por desejos corrompidas !

Cético íntimo não vislumbra apoteoses
Preso vive suplicando por libertação
Discorrendo inflamada retórica aliciante
Cheia de malicia reclama com emoção !

Insensato de agudas aflições se queixa
Alfineta a alma com torrencial melancolia
Armando ciladas pro moderado coração
E nas asas do vento o equilíbrio distancia !

E esta sagaz imprudência interior
Vem extirpar a fortaleza que há no ser
Íntimo que mesmo desarmado do ódio
Na paixão e no fiel amor se nega a crer  !

Íntimo descrente e imprudente
Suplico-te ouvir a voz da razão
E olhar atentamente as vitrines da alma
E imitar o prudente e crente coração !!

domingo, 23 de setembro de 2012

POESIA: IMPULSIVO CORAÇÃO !!


 

                                                             Autor: Edson Amorim

Impulsivo e ilusório coração
De astutas e impassíveis paixões
Em suas vibrantes entranhas
Teima em construir ilusões !

O nascer e conceber desse impulso
É expressão de teimosia ilusória
Que corrompe as leis da razão
E destrói a iniciativa da história !

Vez perturba o fiel sentimento
Que a alma com calma edifica
Alicia a mente a fluente mentir
E tensões e emoções ramifica !

Coração que vem sorrateiro e anuncia
Sem sentido, perturbado amor
Faz cenas e encena tensões
E ameaça trazer o sofrer e o dissabor !

Hoje juntei as bases emocionais
A alma, espírito e mente altiva
E o equilíbrio com o coração vou buscar
Pra frear estas atitudes compulsivas ! 

Não hesitarei em simular situações
E sinceros encantamentos encenar
Pra acalmar o impulsivo coração
  E a serena paz amorosa, resgatar !!

domingo, 16 de setembro de 2012

POESIA: ATRAÇÃO E NADA MAIS !!



                                                        Autor: Edson  Amorim

Nestes versos, relembro do nosso passado
Dias enganosos que vivemos
Era uma verdadeira fuga da realidade
Tempo que migalhas de amor comemos !

Palavras que eram ditas em demasia
Com excessos de encantos fantasiados
Tornavam-se, num piscar, desencantos
E os sentimentos, assim, eram mascarados !

Cobrados eram carinhos e afeições
A atenção, de certa forma, era forçada
Assim a pertinência do nosso "amor"
Tinha mesmo dia e hora limitada !

Porém em nossos contumazes íntimos
Descortinavam sempre pro prazer 
E com ardente ousadia teimava
Dizendo, eu quero ver para crer !

Construímos de tudo um pouco
Nos impulsos que o fascínio remetia
Mas padecia o ego, a alma e o coração
   Pois somente ardente atração existia !!

sábado, 15 de setembro de 2012

POESIA: VELHO BANQUINHO DA PRAÇA


Autor: Edson Amorim

O velho banquinho da praça
Com simpatia, se preservou
Desgastado pelo tempo
De muitas cores já mudou
Debaixo de sol e chuva
Sua madeira já ressecou
Sente saudades de alguém
Que um dia nele sentou !

O velho banquinho da praça
Entre flores do jardim
Já ouviu muitas histórias
E sorrisos e choros afins
Por lagrimas já foi molhado
De amores que chegaram ao fim !

O velho banquinho da praça
Sonha com o futuro incerto
Rever os velhos amigos
E ter novos amigos por perto
Acolher casais de namorados
Que ali passarão, por certo !

O velho banquinho da praça
Recebe o solitário velho  a chorar
Com saudade da pessoa amada
Que ali começaram a namorar
E sentados, juras de amor, trocaram
Como se fosse um sagrado altar !

O velho banquinho da praça
Sempre no mesmo lugar
Que a centenas de anos
Ali se instalou pra morar
É testemunha da vida
De quem ali passou ou vai passar !!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

POESIA: AMOR INDOMÁVEL !!

Autor: Edson Amorim

Desiludido esta o meu ser
Mutilados os meus sentimentos
Flagelada e agitada a minh’alma
Que clama por lídimo entendimento
Não tolerando tanta indiferença
Pede resignação por merecimento !

Vez você é frígida e reticente
Vez incompreensível e avarenta
Vez carinhosa, porém possessiva
Vez altiva, indomável e ciumenta !

Atitudes que me causam amarguras
Nesta peleja o coração vai deglutindo
Suportando com lamuria o desarrimo
E implorando pra cessar, vai insistindo !

Este sofrer extenua o meu peito
Mormente o amor inda forte grita
Confiando cegamente que o tempo
Devolva a ti, a sanidade, pra que reflita !!

domingo, 2 de setembro de 2012

POEMA: COMITIVAS PANTANEIRAS !!

Autor: Edson Amorim

Comitivas pantaneiras
Com suas tropas estradeiras
Compostas por peões arrojados
Em cavalos chucros montados
Encilhados com linda traia
Boiadas trazendo e levando
À frente o berrante tocando
No pantanal é tradição centenária !

Já bem de madrugadinha
Ao anunciar da alvorada
As grandes planícies alagadas
Bem devagar vão cruzando
E nos médios rios pantaneiros
A imensa boiada vai nadando
A frente vai o cozinheiro
Na função de peão ponteiro
Da descansada tropa, cuidando !

Se a comitiva pega a estrada
Durante o dia ensolarado 
Vão rompendo com cuidado
Pelo pantanal atravessando  
Até a tardezinha chegar
Parando onde vão descansar
E deixar gado no cercado pastando !!

Alojados na fazenda pousada
Depois dos peões se banhar
Um saboroso Tereré  vão tomar
Enquanto o carreteiro é preparado
É a boa comida pantaneira
Com tempero de primeira
Que é com apetite degustado !!

 Às vezes uma viola é tocada
Pelo dono da fazenda pousada
Que até as estrelas do céu
E a lua levanta o seu véu
Para ouvi-la ser ponteada
Até o sono de repente vir bater
E a peãozada, nas redes, adormecer
Pra sonhar com sua amada !!